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I SEMINARIO DE CAPACITAÇAO DA AGRICULTURA FAMILIAR PARA A PRODUÇAO DE BIODIESEL EM BOM DESPACHO
A OSCIP FORMIGA VERDE MARCARÁ PRESENÇA NO PRIMEIRO SEMINÁRIO DE CAPACITAÇAO DA AGRICULTURA FAMILIAR PARA A PRODUÇAO DE BIODIESEL EM BOM DESPACHO.
O MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO E APETROBRÁS, ATRAVÉS DO PROGRAMA NACIONAL DE PRODUÇAO DE BIODIESEL, FARÃO O SEMINÁRIO.
A INICIATIVA DE TRAZER ESTE SEMINÁRIO PARA BOM DESPACHO FOI DA PECA BRASIL - www.pecabrasil.com , UMA ONG LOCAL QUE JÁ CONTA COM VÁRIOS ASSOCIADOS PELO BRASIL.
A OSCIP FORMIGA VERDE PARABENIZA A TODOS OS PARCEIROS PELA INICIATIVA E SE COLOCA A DISPOSIÇAO DE TODOS PARA A TROCA DE EXPERIENCIAS.
Adicionada em 13 Agosto 2010
Cenário dramático para o futuro das florestas tropicais
Estudo publicado no periódico Conservation Letters agrupa pela primeira vez dados do desmatamento e das mudanças climáticas e alerta que se as atuais tendências persistirem até 81% da Amazônia estará em processo de degradação em 2100
Pesquisadores do Departamento de Ecologia Global da Universidade de Stanford reuniram mapas de alta resolução com dados do desmatamento de todo o planeta e projetaram o futuro das florestas tropicais diante de 16 diferentes modelos climáticos.
A conclusão a que eles chegaram foi que em 2100 até 81% da Amazônia estará suscetível a rápidas transformações na sua vegetação pelo efeito combinado do clima e do uso da terra. Já as florestas do Congo terão até 74% de sua área ameaçada e as da Ásia-Pacífico 77%.
“Esta é a primeira compilação dos impactos dessas forças combinadas nas florestas tropicais”, afirmou Gregory Asner, líder do grupo de autores do estudo.
O pesquisador ainda destacou que os resultados encontrados podem ser utilizados para o estabelecimento de estratégias para minimizar a perda da biodiversidade.
“Para aquelas áreas do globo com a perspectiva de sofrer mais com as mudanças climáticas, os gestores da terra podem se focar em evitar o desmatamento e ajudar as espécies a migrarem ou se adaptarem. Já onde o aquecimento global não será tão sentido, poderiam ser incentivados mais programas de reflorestamento”, explicou Asner.
Brasil e o Código Florestal
Não precisamos ir até 2100 para ver que as nossas florestas estão em risco. Segundo os dados mais recentes sobre o desmatamento da organização não governamental Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a Amazônia voltou a perder área em junho.
Os satélites registraram 172 quilômetros quadrados (km²) de desmate, aumento de 15% em relação a junho de 2009.
O Pará liderou o desmatamento no mês, com 115 km² de floresta derrubada (67% do total de junho), seguido pelo Amazonas, com 22 km² de desmate, e por Mato Grosso, que perdeu 18 km² de vegetação nativa.
Faltando um mês para completar o calendário oficial do desmatamento, que vai de agosto de um ano a julho do outro, o Imazon aponta tendência de aumento na devastação da floresta. No acumulado entre agosto de 2009 e junho de 2010, o desmatamento detectado pela ONG foi de 1.333 km². A soma é 8% maior que a registrada no período anterior (agosto de 2008 a julho de 2009), quando a devastação medida foi de 1.234 km².
Muitos temem que essa situação pode ficar ainda pior se for aprovado o novo Código Florestal. A edição do último dia 16 de julho da Science trouxe uma carta escrita por seis pesquisadores brasileiros na qual o grupo alerta a comunidade científica internacional para os riscos oferecidos pela proposta de reforma do Código Florestal brasileiro, atualmente em trâmite na Câmara dos Deputados.
Na opinião dos signatários, se for aprovada da forma como foi apresentada, a matéria representará um “revés ambiental” de proporções irreversíveis para o país.
Segundo o documento, em nenhum momento a comunidade científica brasileira foi ouvida durante o trabalho de formulação da proposta de reforma do Código Florestal. “Esta é uma das nossas reivindicações. Queremos uma discussão mais ampla, que contemple não apenas os cientistas, mas a sociedade de modo geral”.
Além do engajamento de pesquisadores de diversas universidades e instituições científicas, o movimento conta também com o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira de Ciências (ABC). Assinaram a carta: Carlos Alfredo Joly, Thomas Lewinsohn Jean Paul Metzger, Luciano M. Verdade, Luiz Antonio Martinelli e Ricardo R. Rodrigues.
Imagem: Mapa com as áreas desmatadas, alvos da indústria da madeira e mais sensíveis às mudanças climáticas em 2100 / Conservation Letters
Adicionada em 6 Agosto 2010
Detalhes da Lei Climática norte-americana revelados
A nova legislação do clima que será apresentada nesta quarta-feira em Washington traz a meta de reduzir as emissões em 17% até 2020 em relação aos níveis de 2005 e estabelece um preço para o carbono lançado por grandes emissores

O Senado dos Estados Unidos vem sendo há meses um obstáculo na aprovação de um novo conjunto de leis que visam estabelecer regras para lidar com as emissões de gases do efeito estufa e com a geração de energia. Depois de muito impasse, os senadores John Kerry e Joseph Lieberman resolveram assumir a responsabilidade de alterar alguns pontos das leis para que fosse possível alcançar um consenso. Essa nova proposta climática será apresentada no decorrer desta quarta-feira (12), mas já está circulando um sumário dos principais elementos do projeto de lei da lei.
A nova legislação possui a meta de reduzir as emissões em 17% até 2020 em relação aos níveis de 2005 e em 80% até 2050. Além disso, se for aprovada a proposta, pela primeira vez nos Estados Unidos os grandes poluidores, como as termelétricas alimentadas a carvão, terão que pagar pela emissão de carbono.
A princípio será cobrado um valor entre US$ 12 a US$ 25 por tonelada, variando conforme os preços do mercado. Essa medida só terá efeito a partir de 2013 para geradoras de energia e transportes. As indústrias só se submeterão ao esquema em 2016.
Para as companhias elétricas serão distribuídas permissões, uma forma de amenizar o impacto inicial da lei. Também serão fornecidos recursos para que as famílias de baixa renda não sofram com possíveis aumentos no valor da conta de energia.
Segundo Kerry e Lieberman, a nova legislação irá focar nos grandes emissores e afetará muito pouco o setor agrícola e pequenas e médias empresas.
Também serão dados incentivos de até US$ 2 bilhões para o desenvolvimento de tecnologias de “carvão limpo”, incluindo métodos de captura e armazenagem de carbono (CCS).
A lei promete grande ajuda para incentivar a energia nuclear com empréstimos de US$ 54 bilhões para o setor. Além disso, descontos fiscais de até 10% serão fornecidos para despesas de construção de novas usinas.
Muito provavelmente levando em conta os impactos do vazamento da plataforma da BP no Golfo do México, a nova lei climática permite que os estados vetem a perfuração de poços de petróleo a uma distância de até 120 km da costa.
Para os estados que aceitarem receber as plataformas será destinada uma parte dos lucros da exploração. Já existe a previsão de que essa medida gere muita discussão no Senado, de maneira semelhante a que ocorre aqui no Brasil com relação aos royalties do pré-sal.
A nova legislação será chamada de American Power Act e segundo Kerry vai criar empregos, fortalecer a segurança nacional e proteger o meio ambiente.
Depois de apresentado, o projeto entrará numa fase de debates e ainda existem duvidas de que possa ser aprovado em 2010.
Adicionada em 12 Maio 2010
Aquecimento global pode deixar até metade do planeta inabitável nos próximos três séculos
Aquecimento global pode deixar até metade do planeta inabitável nos próximos três séculos
Brasília - O aquecimento global pode deixar até metade do planeta sem condições de ser habitado nos próximos três séculos, segundo estudo elaborado pelas universidades de New South Wales, na Austrália, e de Purdue, nos Estados Unidos. Para essa conclusão foram considerados os piores cenários de modelos climáticos. As informações são da BBC Brasil.
O estudo, publicado na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences, informa, no entanto, que é improvável que isso ocorra ainda neste século. Mas é possível que no século 22 várias regiões estejam sob calor intolerável para humanos e outros mamíferos.
“Descobrimos que um aquecimento médio de 7 graus Celsius (°C) faria com que algumas regiões ultrapassassem o limite do termômetro úmido [equivalente à sensação do vento sobre a pele molhada], e um aquecimento médio de 12ºC deixaria metade da população mundial em um ambiente inabitável”, disse o pesquisador Peter Huber, da Universidade de Purdue.
Segundo os cientistas, ao calcular os riscos das emissões de gases atuais, é necessário considerar os piores cenários, como os previstos no estudo. Ao mencionar um aquecimento médio de 12ºC, Huber disse que isso significaria até 35ºC no chamado termômetro úmido nas regiões mais quentes do planeta.
Atualmente, segundo o estudo, as temperaturas mais altas nessa medida nunca ultrapassam 30ºC. A partir de 35ºC no termômetro úmido, o corpo humano só suportaria algumas horas antes de entrar em hipertermia (sobreaquecimento).
Huber comparou a escolha a um jogo de roleta-russa, em que "às vezes o risco é alto demais, mesmo se existe apenas uma pequena chance de perder". O estudo também ressalta que o calor já é uma das principais causas de morte por fenômenos naturais e que muitos acreditam, erroneamente, que a humanidade pode simplesmente se adaptar a temperaturas mais altas.
"Mas, quando se mede em termos de picos de estresse incluindo umidade, isso se torna falso", afirmou o professor Steven Sherwood, da Universidade de New South Wales.
Calcula-se que um aumento de apenas 4ºC medido por um termômetro úmido já levaria metade da população mundial a enfrentar um calor equivalente a máximas registradas em poucos locais atualmente.
Edição: Juliana Andrade
(Envolverde/Agência Brasil)
Adicionada em 12 Maio 2010
O Brasil e a agenda de futuro no mundo
O economista Ignacy Sachs defende que o Brasil deve começar a se articular com outros emergentes para transformar o Rio 20 em uma grande campanha por ações integradas que promovam melhorias sociais e ambientais. Para ele, os dois debates são indissociáveis e devem ser contemplados simultaneamente em planejamentos estratégicos de longo prazo dirigidos por um Estado proativo. Sachs defende ainda que os recursos do pré-sal sejam empregados na construção de uma alternativa ao petróleo, rumo à biocivilização
Com a perspectiva de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável no Rio de Janeiro em 2012, o Brasil tem uma importante tarefa em curto prazo: preparar uma grande campanha educacional por uma mudança planetária que vise diminuir as desigualdades sociais, por meio do desenvolvimento ecologicamente sustentável. O chamado foi realizado pelo economista polonês Ignacy Sachs, que esteve no País para debater as pautas de sustentabilidade, no último dia 6, em São Paulo. Para ele, o Brasil é um dos países mais bem posicionados no mundo para iniciar um movimento em direção a uma economia baseada na biodiversidade e na produção de biomassas para energia, uso industrial e alimentação.
Conhecida como Rio 20 - em comemoração aos 20 anos da Cúpula da Terra de 1992 - a Conferência deve ter uma forte repercussão na opinião pública internacional. Sachs avaliou que essa grande campanha rumo a ‘biocivilização’ tem dois objetivos centrais: não permitir que a questão ambiental se torne um pretexto para jogar os problemas sociais para escanteio; ao passo que se defende um avanço em três direções - colocar no centro a preocupação social e ética e partir para uma estratégia de desenvolvimento humano que seja ambientalmente consciente com viabilidade econômica. Nesse sentido, o economista defendeu a interação entre um Estado proativo e planejador, empresários, trabalhadores e a sociedade civil organizada.
“O país anfitrião pode e deve influenciar nos rumos da conferência. O Rio 20 deve ser bombardeado de propostas articuladas com outros emergentes”, destacou. O economista defendeu que uma ferramenta para avançar nessa direção é apostar em uma estratégia de planos econômicos nacionais de longo prazo, tática que ficou comprometida nos últimos 30 anos graças à contra reforma neoliberal. “As nações têm dois anos para apresentar seus planos e então se começa a articular e pensar nas sinergias positivas”, complementou.
Para o professor Ladislau Dowbor, é possível identificar oportunidades para caminhar nesse sentido ante a crise global. Nos 20 anos que separam o Rio 20 da Cúpula de 1992, mudanças conjunturais importantes podem abrir brechas para que sejam promovidas transformações, em sua avaliação. “Há uma consciência da crise climática em nível superior. Além disso, a superação do petróleo está colocada não só por necessidades ecológicas, mas também pela possibilidade de esgotamento do recurso. Existe hoje uma pressão planetária maior pela redução das desigualdades, e há uma perspectiva tenebrosa de desastres ambientais no horizonte, como a contaminação da água doce, erosão dos solos, metropolização explosiva de diversos centros urbanos. Assim, há uma convergência de tendências críticas que devem conferir uma importância particular ao Rio 20, mais do que o debate ambiental, este será o debate de uma crise civilizatória”, analisou.
Já o lado das oportunidades será favorecido pelo rápido desenvolvimento da bioenergia e a conectividade planetária atual, uma vez que a banda larga têm potencial de democratizar o conhecimento e difundir os meios de comunicação alternativos existentes, segundo Dowbor.
Trinômio: biodiversidade, biomassa e biotecnologia
Com um déficit histórico na área ambiental, a humanidade pode sofrer consequências irreversíveis com as mudanças climáticas. Na avaliação de Sachs, há pouco tempo hábil para mudar as estratégias sócio-econômicas e, até o final deste século, é preciso organizar uma saída ordenada da era do petróleo. “Eu não estou pregando que não se aproveite o pré-sal, por exemplo, mas que o seu capital seja utilizado justamente para dirigir essa saída do petróleo”, explicou. Nesse sentido, o professor lembrou que um recurso não é renovável por si só, mas depende da organização social do processo produtivo para que de fato o seja. “Sabemos plantar árvores, mas é um pouco complicado refazer o pré-sal”, brincou.
Sachs rebateu alguns de seus críticos, reafirmando que não se trata de promover uma volta à economia de coleta do passado, mas de “se construir uma biocivilização, com a biotecnologia empregada para transformar a biomassa em uma série de produtos. Estamos perto de uma grande revolução industrial na qual a biotecnologia vai ter um papel fundamental”, ressaltou. Nesse sentido, a sociedade deve ser incluída no complexo debate em torno dos transgênicos. Segundo o economista, a modificação genética “não pode ser rejeitada por inteiro, mas é preciso definir os seus limites”.
Ainda em relação à matriz energética, Sachs afirmou que a construção da usina de Belo Monte “não é totalmente certa, nem totalmente errada”. Para ele, ainda estamos em tempo de incluir as populações ribeirinhas no debate acerca do projeto. “Terá impactos ambientais, mas se comparamos com a construção de Tucuruí, este é um belo projeto”, disse. A hidrelétrica de Tucuruí foi construída em Belém, em 1976, sob diversos protestos de ambientalistas, dado os fortes impactos negativos que causou no ecossistema daquela região. Sachs defendeu, entretanto, que o potencial hidrelétrico na Amazônia deve ser reconhecido e aproveitado, uma vez que essa forma de produção de energia é preferível à nuclear ou térmica.
A vez dos trópicos
Os países tropicais e subtropicais terão um papel central na construção da nova biocivilização. “Este cenário reverte a tese da inferioridade dos trópicos. Nesta região se concentram a maior biodiversidade do mundo e climas propícios para as biomassas, dando condições para que a área lidere a revolução azul”, destacou. O termo revolução azul faz referência a revolução verde e designa o desenvolvimento da aquacultura para manter a qualidade de vida e evitar a destruição dos oceanos. Para Sachs, um dos aspectos a serem explorados é a criação de peixes vegetarianos, que poderão ser a principal fonte de proteína animal para a humanidade no futuro. “Precisamos pensar nos impactos da criação de gado bovino. No longo prazo teremos menos churrasco e mais peixes”, disse. Além disso, a revolução azul pode ajudar a reduzir o problema da limitação da superfície terrestre para a produção de alimentos, embora, atualmente, a fome seja um problema ocasionado mais pela organização das sociedades, do que por um problema de oferta.
O economista lembrou que ainda será necessário manter um período de crescimento econômico para reduzir as desigualdades sociais e, por isso, é preciso desenvolver uma estratégia triplamente positiva - de crescimentocom melhoras ambientais e sociais. Questionado sobre a necessidade de uma revolução estrutural, ante tantos problemas no horizonte do capitalismo, Sachs foi pragmático. Para o polonês, é preciso primeiramente aproveitar todas as brechas no sistema atual. E, em sua opinião, já há três possibilidades colocadas: a construção de uma rede mundial de serviços sociais de saúde, educação e saneamento; a ampliação ao máximo da economia social ou solidária dentro da economia de mercado com as organizações que fazem o uso social do lucro, e não buscam o lucro individual máximo; e a redução da emissão de carbono.
Adicionada em 11 Maio 2010
Institucional